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15.09.2009
Papaventuras chega em 2º lugar em São Paulo – Chauás 300 km
A equipe Papaventuras se valeu de sua experiência em provas longas!
A equipe Papaventuras se valeu de sua experiência em provas longas e surpreendeu na Expedição Chauás – 300 km, alcançando a segunda colocação dentre os 16 quartetos que largaram do Parque Estadual Serra do Mar Itutinga Pilões em Cubatão e chegaram a Bertioga no litoral Paulista.
Nossa formação para essa aventura foi a seguinte, o casal Papaventuras (eu e a Rose) e os navegadores Marco Alcântara de Porto Alegre e Jean Finkler de Caxias do Sul, nossa equipe estava com 3 grandes navegadores, fato que nos deu uma certa vantagem quando o sono começava a atrapalhar, pois um sempre estava pronto para assumir o mapa.
A prova foi maravilhosa, trilhas fechadas (onde só passava água), rasga-matos, navegação difícil, muita chuva e neblina, subidas intermináveis, nem parecia que estávamos a poucos km de grandes centros como São Paulo.
Foi nossa primeira Chauás, (pelo menos para min e para a Rose) e estávamos um pouco apreensivos, com relação à prova, pois todos os atletas com quem falávamos nos diziam a mesma coisa... Chauás é prova casca... é prova pra gente grande...é roubada na certa...o Lucas(organizador) parece sentir prazer em ver os atletas passando trabalho nas roubadas...isso tudo foi nos deixando um pouco cabreiros e ao mesmo tempo animados, pois era justamente o que sempre buscamos em nossos desafios, superar nossos limites encarando tudo o que vier pela frente.
Largamos forte e na modalidade de canioning e logo depois trekking por trilhas muito legais dentro do parque Itutinga Pilões, subimos pelo mato(sem trilha definida) até atingir os trilhos de trem e depois descemos novamente por uma trilha quase que vertical, percurso muito bonito e preservado. Chegamos nas magrelas e encaramos a subida da serra pela rota de emergência da Rodovia dos Imigrantes, nossa que visual...com direito a varias cachoeiras...paisagens de cartão postal...deixamos as bikes e saímos para o trekking, que era curto, uns 10 km até a represa Billings, onde aconteceu o remo. Quando chegamos para pegar os barcos, chegou também aquele temido nevoeiro, nós mal conseguíamos nos enxergar uns aos outros, de tão forte que era a névoa. E mesmo assim saímos para remar mais 14 km pela represa, nesse trecho nosso companheiro Marcão assumiu a navegação (anos de remo no Guaíba), azimutou, acertou os graus na bússola e seguimos em frente, sem ver nada, nenhuma referência, até atingirmos a outra margem da represa, quando já avistávamos o ponto do próximo PC, foi uma navegação perfeita, nos deixou na segunda colocação nesse ponto da prova.
Saímos da água com muito frio e fome, encontramos um lugarzinho meio estranho para jantar, cheio de luzes coloridas e um karaokê totalmente desafinado (acho que era um Puff...rsrsrs), pedimos o que eles tinham de mais rápido para nos servir, demorou uns 30 min., quando baixou na mesa, devoramos tudo e voltamos para a prova, num trekking em direção ao Portal Caminhos do Mar, onde descemos a serra por uma trilha muito fechada e íngreme, onde só descia água mesmo. No final da trilha, saíamos na Petrobras em Cubatão, onde pegávamos a magrelas novamente para mais uma vez encarar a subida da serra dessa vez pelo asfalto.
Nesse trecho de bike fomos até o parque das neblinas, onde finalmente encontramos nossas caixas de reabastecimento, ali recebemos a notícia de que o percurso da prova havia sido alterado, mas nem por isso deixou de ser difícil, pois ainda tínhamos uma bike longa que sairia do mapa e chegaria até a rodovia Moggi-Bertioga e depois um trekking por uma trilha para descer novamente a serra.
Deixamos as bikes e partimos pela trilha, que a principio parecia ser tranqüila, mas só parecia..., logo começou a despencar e o sono começou a me fazer ter alucinações, nesse trecho da prova nosso companheiro Jean, se mostrou um verdadeiro farejador de trilhas, acertando todos os caminhos como se já tivesse passado por ali antes... Chegamos ao final da trilha e ainda tivemos que nos dar as mãos para atravessar um rio, que em função das chuvas teve seu volume de água aumentado e a correnteza tb estava forte.
Chegamos nas bikes novamente, daí era só pedalar mais 20 km pelo asfalto e cruzar o pórtico, mas novamente o sono veio nos atrapalhar, nosso companheiro Marcão teve uma queda nesse trecho, quase em baixo de um automóvel que passava pela rodovia, mas sem maiores ferimentos, ele disse que foi empurrado pelo “ gasparzinho”...rsrsrs, mas daí em frente tivemos que ficar gritando uns com os outros na tentativa de espantar o sono, e que deu certo, logo chegamos a Bertioga e avistamos o pórtico de chegada, afinal já eram 3:30 da manhã de segunda feira e chegamos em segundo lugar numa prova que foi sem duvida muito dura e ao mesmo tempo maravilhosa.
Um forte abraço e bons ventos a todos!!!
Valmir Papaventuras.
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Fonte:Papaventuras
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